líria porto
pedi socorro a hipotenusas e catetos
falei comigo e também com os meus botões
amasso versos sou assim aos borbotões
porém insisto em processar alguns sonetos
conversa vai conversa vem eu vou tentar
busco o luar a luz do sol amarro-os bem
ou largo tudo num papel em qualquer trem
trago co'as mãos as ilusões lá de além-mar
batuco os dedos a contar sílabas tortas
e veja só velho camões se não te importas
sempre fui doida e fico mais tenho certeza
falo sozinha a cavoucar rimas avessas
sou assassina criminosa ré confessa
deste soneto atordoada eu me fiz presa
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