líria porto
a lua perambula
rola pelo céu de qualquer jeito
sem compostura
(di_lua a vergonha do sol)
*
domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
cerimônia
líria porto
no velório da barata
formigas entram saem
falam baixo
cumprimentam-se
e transportam os seus restos
para o banquete
*
no velório da barata
formigas entram saem
falam baixo
cumprimentam-se
e transportam os seus restos
para o banquete
*
peso
líria porto
quereres vontades desejos
tudo sobre as costas
nós
:
quanto mais frustrados
mais corcundas
*
quereres vontades desejos
tudo sobre as costas
nós
:
quanto mais frustrados
mais corcundas
*
sexta-feira, 16 de abril de 2010
dirceu usa machado
líria porto
o mundo se aniquilou
foi quando meu namorado
casmurro e cabisbaixo
deu um murro no passado
falou-me – agora parto
não volto mais minha amor
capitu ficou-me grávida
e a filha que não terás
pu-la em barriga dela
(descuidos da meia noite)
adeus adeus minha bela
adeus adeus minha estrela
*
o mundo se aniquilou
foi quando meu namorado
casmurro e cabisbaixo
deu um murro no passado
falou-me – agora parto
não volto mais minha amor
capitu ficou-me grávida
e a filha que não terás
pu-la em barriga dela
(descuidos da meia noite)
adeus adeus minha bela
adeus adeus minha estrela
*
ana c. me supre
líria porto
"abri curiosa o céu"
"uma lâmpada queimada me contempla"
"muda feito uma coisa última"
"demito o verso como quem acena"
"é outra
a dor que dói"
*
(os versos acima são fragmentos de poemas de ana cristina cesar)
"abri curiosa o céu"
"uma lâmpada queimada me contempla"
"muda feito uma coisa última"
"demito o verso como quem acena"
"é outra
a dor que dói"
*
(os versos acima são fragmentos de poemas de ana cristina cesar)
(publicado em cadela prateada - ed. penalux) - histeria
líria porto
nuvem suja de fuligem
noite a nos dar vertigem
lua a fingir-se virgem
e eu sem coragem
à margem da vida
a escrever páginas
e páginas
(mugidos de vagina)
*
nuvem suja de fuligem
noite a nos dar vertigem
lua a fingir-se virgem
e eu sem coragem
à margem da vida
a escrever páginas
e páginas
(mugidos de vagina)
*
desembaraço
líria porto
da boca de bebel quero sorrisos
e beijos e palavras e poemas
na boca de bebel ponham alegria
dos olhos de bebel tirem
o cisco
*
da boca de bebel quero sorrisos
e beijos e palavras e poemas
na boca de bebel ponham alegria
dos olhos de bebel tirem
o cisco
*
luz
líria porto
ofuscas a lua
o sol as estrelas
e se rodopias
o mundo tonteia
eu fico encantada
o bispo o padre
o moço o velho
o gato o cachorro
o céu o inferno
o zangão
as abelhas
o azul
o amarelo
o verde
o vermelho
o rei
a rainha
o espelho
o planeta
o universo
*
ofuscas a lua
o sol as estrelas
e se rodopias
o mundo tonteia
eu fico encantada
o bispo o padre
o moço o velho
o gato o cachorro
o céu o inferno
o zangão
as abelhas
o azul
o amarelo
o verde
o vermelho
o rei
a rainha
o espelho
o planeta
o universo
*
quinta-feira, 15 de abril de 2010
coisa de poeta
líria porto
nada é mais concreto
que a abstração de niemeyer
(curvas tão corretas
retas ondulantes)
*
nada é mais concreto
que a abstração de niemeyer
(curvas tão corretas
retas ondulantes)
*
ponto
líria porto
planta-se um poste
o cão se encosta
a puta espera
o mendigo esmola
o sábado explode
a lua aparece
o bar prospera
o bêbado vomita
a amor some dos olhos
:
esquina é dobra_dura
*
planta-se um poste
o cão se encosta
a puta espera
o mendigo esmola
o sábado explode
a lua aparece
o bar prospera
o bêbado vomita
a amor some dos olhos
:
esquina é dobra_dura
*
quarta-feira, 14 de abril de 2010
na serra do rola-moça
líria porto
as curvas a indescritível beleza
transformaram seus caminhos
em perdição
*
as curvas a indescritível beleza
transformaram seus caminhos
em perdição
*
oito e oitenta
líria porto
quisera ter já não tem
destreza vivacidade
a idade impõe limites
o tempo é inexorável
então meu bem paciência
vovó demora mas chega
leva consigo seus
(s)ais
*
quisera ter já não tem
destreza vivacidade
a idade impõe limites
o tempo é inexorável
então meu bem paciência
vovó demora mas chega
leva consigo seus
(s)ais
*
segunda-feira, 12 de abril de 2010
gata escaldada
líria porto
não cria bichos
não quer saber de bebês
aos seus amores avisa
quer mesmo é ser a outra
a dos momentos felizes
sem crises chateações
e sem prestação
de contas
*
não cria bichos
não quer saber de bebês
aos seus amores avisa
quer mesmo é ser a outra
a dos momentos felizes
sem crises chateações
e sem prestação
de contas
*
domingo, 11 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
tanto mar
- affonso romano de santanna
- alice ruiz
- balaio porreta - moacy cirne
- cosmunicando
- doce de lira
- escritoras suicídas
- flávio corrêa de mello
- germina literatura
- josé saramago
- jura em cy bemol
- metamorfraseando
- namibiano - angola
- nina rizzi
- notas capitais
- olivrão - aroeira
- per tempus / mara faturi
- putas resolutas
- ragi moana
- rômulo romério
- saciedade dos poetas vivos - líria porto
- sede em frente ao mar
- toca da serpente - líria porto
dedicatória
nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio
(líria porto)
*
fiamos o plenilúnio
(líria porto)
*
quem tem pena de passarinho
é passarinho
(líria porto)