líria porto
nem tu nem eles
eu - nem ninguém
sabemos a hora
que a morte vem
já esvazio
caixas gavetas
destruo as cartas
rasgo os bilhetes
não há quem me ofenda
não guardo mágoas
que a morte chegue
sem muito alarde
prefiro que seja
enquanto durmo
venha de luvas
e de pantufas
meu corpo gasto
descanse em paz
entre as raízes
e as minhocas
sábado ou domingo
*
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