terça-feira, 6 de abril de 2010

cafuçu do brejo

líria porto

nem todo ouro do mundo
me tira desse buraco
nasci aqui sou no fundo
ouriço bicho do mato

o silêncio a quietude
protegem-me e me resguardam
passarinhos sapos grilos
orquestram a minha calma

*

6 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Singelo e belo! ;)

Zélia Guardiano disse...

Estes versos fluem como o vôo
livre de uma triste-pia migrante...
Lindamente!
Um abraço, Líria

PS- Alguém com esse lindo nome, só poderia, mesmo, ser a poeta que é...

Mai disse...

Líria, quando eu li o título abri um sorriso.
Então lembrei da cidadezinha onde nasci - no interior de Pernambuco - e era tão bão...E tinha brejos, sonoros brejos que na 'boquinha da noite' entoava o 'foi-foi' dos sapos.

bjos.
Você salvou meu dia!

Primeira Pessoa disse...

lírica,
o cafuçu é mais pra lá ou mais pra cá? rs

voce, sempre trazendo (e despertando) coisas bonitas.

beijão procê.

Batom e poesias disse...

Nunca tive oportunidade de uma vida campestre.
Talvez por isso minha alma tenha ficado tão barulhenta e triste.

Lindo poema.
bj

Rossana

Wilson Torres Nanini disse...

Não te perturbaremos! Desde que nos exale sempre esse odor de rio ao relento.

Abraços!

dedicatória

nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio

(líria porto)



*















quem tem pena de passarinho
é passarinho

(líria porto)

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