terça-feira, 20 de abril de 2010

(publicado no livro olho nu - ed. patuá) brasa

líria porto

tal como aqueles que atiçam o fogo
ele se embrenha pelas minhas lenhas
sopra de leve a minha chama tênue
faz crepitar o que eu julgara morno

*


8 comentários:

Roberta disse...

Espalha a brasa, espelha o desejo, empilha palavras que se arvoram a acender nas almas. Não cale, deixe o pássaro inaugurar o sol; que musos distantes se aproximem e que a passagem da breve vida se atenue com um longo dia... :)

Zélia Guardiano disse...

" os dias podem parecer longos, mas a vida é curtíssima"...
Comungo com você esse pensamento:
Já não tenho trinta... :)))
Um abraço

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

"não falo
coisa com coisa
não calo porra nenhuma..."

Adorei!!


Eu, assim como tu, tbm não falo, tão pouco calo, pois, as letras que tenho dentro de mim, ficam brigando para ver quem sai primeiro... :-)

beijo, pão de queijo, bolo de fubá!

Maria Vieira disse...

tenho pensado nisso. a polpa da pera é macia, não precisava ter usado força. não preciso, aliás. mas acho que ainda não sei. bonitos os versos, especialmente hoje apertou o meu gatilho. um abraço.

dade amorim disse...

Por favor Líria, nada de se calar - a gente quer chegar aqui e ver brasas espalhadas, musos e dias longos na vida curta, coisas muito boas pra se calar.

Beijos!

Elza Fraga disse...

Idém ao não calo porra nenhuma, rsrsrs
Gosto de vc pra karaca!
Fico toda cheia quando recebo visita sua.
Viu como eu também não calo mesmo, rsrs?

Bitokitas, luz, paz e o sucesso que vc merece, mais que triplicado!

Matéria Escura disse...

bonito
bonito
só calo no pé

Hercília Fernandes disse...

Belo poema-braseiro dividido em atos.
Muito gostei!
Besos,
H.F.

dedicatória

nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio

(líria porto)



*















quem tem pena de passarinho
é passarinho

(líria porto)

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