terça-feira, 14 de outubro de 2014

perversidade

líria porto

atrás do balcão do armazém de secos e molhados
meu pai perguntava – quantos quilos de açúcara
embora anotasse na caderneta do freguês
com boa letra
a palavra certa

e eu me envergonhava
daquele homem de pouco estudo
que sentia orgulho dos seus nove filhos

*

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dedicatória

nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio

(líria porto)



*















quem tem pena de passarinho
é passarinho

(líria porto)

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