sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

crime

líria porto

mantive um amor reprimido
jamais traduzido em palavras
embora por anos a fio
rondasse o destinatário

o meu amor tão bonito
por mim desprovido de asas
(matei-o por asfixia)
vagou por aí
                   qual fantasma

*

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dedicatória

nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio

(líria porto)



*















quem tem pena de passarinho
é passarinho

(líria porto)

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