segunda-feira, 17 de agosto de 2015

sem rima nem métrica

líria porto

eu tenho a boca suja mas mãos limpas
mando à puta que pariu fico com raiva
reconheço que errei peço desculpas
o que tenho a dizer digo na cara

eu não conto os segredos do ex-amigo
não deduro companheiro nem a pau
e nem julgo o que fez os seus motivos
cada qual sabe de si e ninguém mais

falo não falo talvez e falo sim
faço silêncio se preciso preservá-lo
quero distância é dos donos da verdade

eu não temo a solidão –– prefiro assim
a caminhar na caravana dos fingidos
dos que sorriem e nos furam com punhal

*

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dedicatória

nus descampados (im)puros
fiamos o plenilúnio

(líria porto)



*















quem tem pena de passarinho
é passarinho

(líria porto)

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